ESCARLATINA - Doença causada pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A (S. pyogenes), produtor de toxinas pirogênicas e associado a quadros de faringite ou amigdalite. A escarlatina ocorre mais freqüentemente associada à faringite. A transmissão se dá por contato próximo e atinge mais escolares e adolescentes.A doença tem início agudo com febre alta (39º-40º), calafrios, cefaléia, vômitos, prostração, amigdalite e dor abdominal. O exantema surge após 24-48h e é de tipo confluente, finamente pápulo-eritematoso, dando textura áspera à pele. Inicia no pescoço, mas acomete tronco e extremidades em 24h. O exantema é mais intenso em áreas de flexão, podendo surgir petéquias na prega anticubital (sinal de Pastia). Amígdalas edemaciadas, hiperemiadas e cobertas por exsudato, o mesmo podendo ocorrer com a úvula. A língua, inicialmente esbranquiçada, com papilas proeminentes, torna-se hiperemiada (língua em framboesa).Na face, a palidez peribucal é característica (sinal de Filatov). Ao final da primeira semana, ocorre descamação fina de face e tronco. Nas extremidades, observa-se descamação laminar.
O diagnóstico é clínico. Nos casos duvidosos, swab de orofaringe e cultura são de grande utilidade (S95%). Dosagem de ASO e/ou antiDNAse podem ser usados para diagnóstico retrospectivo. O tratamento visa impedir complicações supurativas (OMA, sinusite, abscesso periamigdaliano) e não-supurativas (febre reumática). O tratamento da estreptococcia não é capaz de prevenir GNDA. Penicilina benzatina é a droga de escolha. Não há vacina disponível.